Em Carta Aberta, ACIVA cobra foco e postura de políticos

Documento visa chamar atenção para necessidades e demandas reais da população

Cumprindo seu papel de representar os interesses não só da classe empresarial, mas da sociedade como um todo, a Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense envia uma Carta Aberta à Sociedade, cobrando uma postura resolutiva da classe política com relação às demandas da população.

O documento cita a postura contraditória daqueles que deveriam representar os cidadãos. “Diante do fato de que em meio a alta desenfreada da inflação para bens de consumo, como alimentos, gasolina e energia elétrica, boa parte da classe política está focando seus esforços em assuntos que não atingem a vida da maioria da população, a ACIVA entende que precisa chamar a atenção destes que deveriam ser os representantes da sociedade. Precisamos lembrar aos políticos, eleitos pelos cidadãos, que sua representatividade deve estar atrelada ao que realmente importa à sociedade, jamais aos interesses próprios”, diz.

Além disso, de acordo com o presidente da ACIVA, Alberto Sasso, há dois pontos bem importantes que precisam ser lembrados pela classe política. “Os cortes de verbas por parte do Governo Federal afetam não apenas o estado como um todo, mas especificamente a nossa região. Estamos prestes a ter as aulas paralisadas no curso de Medicina da UFSC porque o Ministério da Educação ainda não cumpriu o que foi pactuado lá atrás. Além disso, uma das obras de maior relevância na história da região, a BR-285 no trecho compreendido na Serra da Rocinha, aguarda a liberação de recursos federais. Para que estas demandas sejam cumpridas, precisamos da atuação direta de nossos representantes”, afirma.

A Carta cobra, ainda, uma postura dos poderes Executivo e Legislativo quanto à Reforma Tributária; Reforma Administrativa; Reforma Política; Reforma do Judiciário; e aprovação da prisão de condenados em segunda instância.

 

Leia o documento na íntegra: 

 

CARTA ABERTA À SOCIEDADE

 

Diante do atual cenário do país e percebendo a falta de atenção da classe política aos reais interesses e demandas da população, a Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense, ACIVA, vem a público manifestar sua preocupação e, ao mesmo tempo, chamar atenção dos representantes políticos para os temas que realmente interessam às pessoas, e que interferem em seu dia a dia de fato.

 

Diante do fato de que em meio a alta desenfreada da inflação para bens de consumo, como alimentos, gasolina e energia elétrica, boa parte da classe política está focando seus esforços em assuntos que não atingem a vida da maioria da população, a ACIVA entende que precisa chamar a atenção destes que deveriam ser os representantes da sociedade. Precisamos lembrar aos políticos, eleitos pelos cidadãos, que sua representatividade deve estar atrelada ao que realmente importa à sociedade, jamais aos interesses próprios.

 

Infelizmente, enquanto o Estado de Santa Catarina sofre cortes de verbas - e já perdemos mais de R$ 150 milhões - do Governo Federal, que seriam destinados para obras de Infraestrutura, Educação e Saúde, o Governo envia o Orçamento 2022 ao Congresso com  mais de R$ 2 bilhões destinados para o Fundo Eleitoral.

 

Precisamos lembrar o quanto estes cortes do Governo Federal afetam, de maneira direta, a vida de todos catarinenses. Entre tantas situações, citamos em especial dois casos do Extremo Sul de Santa Catarina. São eles:

  • BR 285, no trecho compreendido na Serra da Rocinha, onde o Governo do Estado já assegurou R$ 15 milhões, mesmo se tratando de uma obra federal, e onde ainda há um déficit de R$ 15 milhões, já prometidos pelo Governo Federal e que precisam ser incluídos em Projeto de Lei, PLN.

  • Curso de Medicina da UFSC, campus Araranguá, que corre o risco de ser paralisado, pois o Ministério da Educação ainda não cumpriu com o que foi pactuado, ou seja, não liberou concurso para contratação dos servidores. E se a contratação de novos professores e técnicos não for realizada de maneira emergencial, as aulas serão paralisadas já no próximo semestre, causando prejuízos e danos incalculáveis não só aos acadêmicos, mas à toda região que deixará de ganhar com projetos de atendimento em Unidades Básicas de Saúde e o desenvolvimento da Medicina como um todo.

 

Precisamos que os políticos de nossa região cobrem do Governo Federal soluções para esses problemas. É fato que nossa região precisa ser valorizada, pois além do potencial de desenvolvimento que já apresentamos, pagamos alta carga tributária e precisamos ter um retorno sobre isso.

 

Entendemos ainda que é preciso que Executivo e Legislativo foquem naquilo que realmente importa: 

  • Reforma Tributária – para simplificar nosso “manicômio” tributário, reduzindo custos administrativos e barateando produtos e serviços no país; 

  • Reforma Administrativa - atingindo todas as esferas, iniciando pelo alto escalão do serviço público, dos cargos com maiores salários e gratificações, por fim às promoções automáticas por tempo de serviço, acabar com a aposentadoria compulsória com manutenção da remuneração como punição a servidores que cometem infrações, entre outras medidas;

  • Reforma Política – começando pela extinção dos fundos partidário e eleitoral, redirecionando esses recursos para Saúde, Educação e Segurança;

  • Reforma do Judiciário – acabando com a indicação política de juízes do STJ e STF;

  • Aprovação da prisão de condenados em segunda instância – para reduzir a impunidade no país.

 

Acreditamos que apesar de desafiador, é possível e provável trabalhar pelo desenvolvimento de nosso país, estado e região. Nossa Associação está sempre disposta a colaborar, apresentando as medidas que precisam ser tomadas e estando sempre presente na busca por conquistas, mas também precisamos cobrar e lembrar aqueles que nos representam, o motivo de estarem onde estão: a representatividade de toda a população, suas necessidades, anseios e demandas. 

 

Nosso propósito com esta Carta Aberta não é apenas de chamar a atenção da classe política, e lembrá-la de seus deveres com os cidadãos, mas também de reforçar à população sobre seu papel de fiscalizar e reivindicar tudo aquilo o que for necessário para o bem comum e que interfira na vida de todos cidadãos brasileiros.