ACIVA faz solicitações ao governador

Presidente da entidade entregou ofício a Carlos Moisés, solicitando ações que ajudem os empreendedores

 

Diante das consequências que a pandemia de COVID-19 está trazendo a todo o mundo, mas tratando especialmente da realidade do estado de Santa Catarina e mais especificamente da região em que estamos situados, ciente da gravidade da situação e preocupada com os reflexos que tudo isso pode trazer, a ACIVA - Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense aproveitou a vinda do governador do Estado, Carlos Moisés, para manifestar seu posicionamento e sugestões quanto às medidas adotadas no sentido de conter a proliferação do vírus e evitar prejuízos ainda maiores.

 

Por meio de ofício, a Associação solicitou maior interpretação às necessidades da população, especialmente as dos setores que têm sido mais afetados desde o início da pandemia, em março de 2020. “Não poderíamos deixar esta oportunidade passar, com a presença do governador em nossa cidade, precisávamos fazer algo para pedir maior atenção à realidade que esses empreendedores têm enfrentado”, destaca o presidente Alberto Sasso de Sá.

 

No documento, a entidade faz a solicitação de cinco ações específicas, cabíveis à região do Extremo Sul Catarinense. Entre elas, uma maior atenção aos setores de eventos, gastronomia e turismo, que tem sido bastante afetados e são que mais recebem restrições por parte do governo do Estado. “Solicitamos a disponibilização de linhas de crédito especiais para estes micro e pequenos empreendedores, pois sabemos das dificuldades que eles têm passado. Além disso, a restrição de horários e na venda de bebidas alcoólicas depois das 18h também tem afetado estes estabelecimentos. A nossa luta é para que possam trabalhar, seguindo as ações preventivas é claro, mas com medidas que estejam dentro de sua realidade”, finaliza Sasso.

 

Confira todos os pontos solicitados no documento:

 

  1. Intensificação na fiscalização, por meio dos órgãos competentes e equipes de força-tarefa, às medidas restritivas já decretadas oficialmente pelo governo do Estado, bem como maior rigor na punição em caso de descumprimento das mesmas;

  2. Manutenção do horário de funcionamento das empresas e demais estabelecimentos, uma vez que enquanto estão neles, os trabalhadores e clientes estão menos susceptíveis ao contágio do vírus do que nos momentos de lazer, quando acabam surgindo mais aglomerações e encontros clandestinos; 

  3. Caso sejam necessárias alterações com relação a decretos e suas medidas, que seu anúncio oficial seja feito com, pelo menos, 72 horas de antecedência, a fim de que todos possam ter tempo de se adequar às mudanças e, dessa forma, respeitar o que for decretado pelo governo;

  4. Consideração individual às regiões, sua população e densidade demográfica para a elaboração de restrições, já que, como citado anteriormente, cada uma possui suas particularidades.

  5. Disponibilização de auxílio financeiro, por meio de financiamentos bancários via linhas do Badesc, por exemplo, para o setor de entretenimento, turismo e gastronomia, como restaurantes, bares e eventos, que são os mais afetados até o momento. E devido à urgência destes estabelecimentos, o ideal seriam linhas especiais, sem burocracia, com juros mínimos e com disponibilidade imediata. 

 

*Foto: Portal Agora